sexta-feira, agosto 25, 2006

Estalinismo Tuga

Não estaremos perante uma linha Estalinista, onde nada se pode sobrepor perante a agenda do Partido, independentemente da vontade de um eleitorado? Acredito que sem Carlos Sousa a história tinha sido bem diferente. É por estas e por outras, que no PCP lufadas de ar fresco que represente qualquer indício de renovação serão sempre tratadas à “vassourada”. Será que não existe a consciência que a simpatia que Jerónimo de Sousa provocou nos últimos actos eleitorais se esgotará e em nada é representativo da receptividade popular à agenda partidária do PCP? Que as linhas conservadoras Estalinistas em nada são valorizadas na sociedade actual? Parece que ainda há malta muito reticente em virar a página à História!

domingo, abril 16, 2006

Gauleses irredutíveis?

Triste noticia esta, que Dominique de Villepin, irá deixar cair o CPE, concordo que a forma como o projecto de lei foi aprovado não terá sido a mais correcta, Villepin não terá tido a sensibilidade necessária para apresentar a medida aos franceses e a sua importancia, sem levantar tamanhas ondas de consternação. Infelizmente, numa atitude, somente semelhante aquelas protagonizadas, pelas hostes gaulesas dos clássicos do Asterix, esses irredutíveis saíram a rua e derrubaram a proposta. Mas a importância do CPE é irrefutável, numa economia global competitiva, como a actual é absolutamente necessário abandonar status e ideologias anti-liberalização, isto é, é imprescindível a criação de uma economia de emprego, é necessário introduzir a rotatividade de emprego no modelo europeu. É intolerável que qualquer jovem europeu ambicione uma carreira num único emprego, empregos para a vida não podem existir, é necessário introduzir a competitividade nas carreiras. Após se ter dado um passo em frente com a proposta do CPE, a falta de coragem em França terá significado exactamente dois passos atrás na luta pelo desemprego. O que por vezes parece ser esquecido é que para a economia e finanças públicas não existe nenhuma poção magica possível de preparar no curto prazo e capaz de garantir forças supranaturais, o tempo dos irredutíveis gauleses já não existe, e tomando este caminho, não creio conseguirem aguentar a sua aldeia dos ataques da competitividade global por muito mais tempo.

Bem ou Mal o que interessa é o Ferro

Ultimamente tenho sentido uma certa semelhança entre os principais agentes políticos, nomeadamente os “rosinhas”, e os grandes vaqueiros. Não é nenhuma referência ás “comboyadas” do Brokeback Mountain, nada disso. Este governo, procura incansavelmente, deixar a sua marca na história de Portugal, tal como qualquer vaqueiro vê a necessidade de marcar o seu gado com o seu cunho pessoal, através de um ferro em brasa. É exactamente o que se tem verificado, ao exemplo do passado, mudar, muda-se, agora se estamos a reformar para melhor, já estaremos a falar de outra questão.

quinta-feira, março 09, 2006

Infantilidade!

Inaceitável a lamentável atitude da bancada parlamentar do BE e do PCP, hoje, durante a tomada de posse do Presidente Cavaco Silva, ao se recusarem a aplaudir a cerimonia, de facto esta atitude só vem demonstrar a falta de respeito que se aloja por aqueles lados do hemiciclo parlamentar, para com a figura do mais alto representante da Republica portuguesa, com esta atitude mesquinha, não foi o Pr. Cavaco Silva que desrespeitaram, mas sim o Presidente da Republica, eleito por uma maioria dos portugueses, e todos os valores que a figura de estado do PR representa.

A Azia

Pelo que parece, hoje, na assembleia da republica, pela pressa com que o dr. Mário Soares abandonou a cerimonia de tomada de posse do Presidente Cavaco Silva, surgiu um enorme surto de azia. Consta que ficaram igualmente atingidos por esta repentina azia, a bancada parlamentar do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista. Não há nada como umas pastilhinhas Rennie para meter o estomago no sitio....

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Somos todos farinha do mesmo saco?

A grande bandeira que os EUA defende é a democratização do mundo, nomeadamente, no médio oriente. Este pressuposto tem sido uma das justificações das suas intervenções militares e acções diplomáticas junto das NU, acções que apoio, mas não incondicionalmente, que fique claro.

Nos últimos tempos, por culpa do povo, eleições democráticas, tem vindo a atribuir responsabilidades governativas a partidos, classificados pelos países ocidentais, como partidos pouco democráticos, fundamentalistas e integracionistas, mas mesmo assim eleitos democraticamente.

Onde quero chegar é mesmo a esta questão, a legitimidade destes partido governarem, a sua aceitação, como agentes políticos democraticamente eleitos, por parte dos principais países ocidentais. De facto os EUA e Israel, já tomaram posições em relação a este tema, Israel algo compreensível, mas os EUA não tanto, curta-se relações politicas, pois os governos não interessam, não são considerados seguros, mas é a vontade do eleitorado, que massivamente votou. A EU, na minha opinião tomou a decisão correcta, respeitou a posição afirmada por estes governos, manteve a sua cooperação, pois nada pressupõe uma posição contraria actualmente, o futuro dirá se as condições para a cooperação se manterão.

Este tipo de comportamento diplomático, dos EUA, vem demonstrar uma realidade, a que apesar de haver uma vontade de democratização, ela só é bem vindo se for realizada nos modos impostos, os requeridos pela administração Bush. Vindo assim inerente um conjunto de questões, nomeadamente:
1- Não irá esta posição de afrontamento, provocar contestação dentro dos países muçulmanos em questão, em alturas de extrema sensibilidade?
2- Respeita-se uma vontade popular, sobre a sua legitima governabilidade?
3- Países onde existe uma forte dependência das ajudas internacionais, este corte de ajudas e cooperação não irá provocar um maior índice de atraso social e de profunda pobreza?
4- Uma posição de não reconhecimento de uma vontade popular, não irá contribuir para o aumento da capacidade de intervenção e de mobilização por parte de fundamentalistas e integracionistas junto da sua sociedade civil?
5- Todos estes pontos não iram ter como consequência uma quebra nos valores democráticos nos países em questão, que o ocidente tão fervorosamente tenta implementar numa cultura totalmente diferente ?

Estes países, estes povos são diferentes, tem vontades, necessidades, culturas diferentes das ocidentais, é totalmente impossível tentar impor um modelo politico e social ocidental. É pelo contrario necessário trabalhar em cooperação de forma a atingir a estabilidade politica e social neste países. Neste aspecto creio que unicamente a UE, tem vindo a trabalhar numa politica externa nesse sentido. É de louvar a posição da UE.

É necessário trabalhar em conjunto, sempre com mecanismos políticos de forma a garantir o respeito pelos Direitos Humanos e pelo Direito internacional por parte deste governos, virar as costas, porque não agradam, é um erro, o qual só irá prejudicar e inflamar as relações internacionais, que já se encontram de tal forma fragilizadas.

domingo, fevereiro 05, 2006

Cartoons

A contestação social que tem assolado nos últimos dias diversos países muçulmanos e certas capitais europeias, devido a publicação de cartoons sátiros referente ao profeta Maomé, tem atingido proporções preocupantes para a comunidade internacional, nomeadamente a EU e a Noruega. Estes acontecimentos, como as pilhagem das embaixadas da Dinamarca e da Noruega, as manifestações com contornos de grande violência, os boicotes a estes países por alguns países árabes, vem demonstrar a tensão e sensibilidade que actualmente se vive entre o mundo ocidental laico, ateu e o médio oriente, muçulmano, profundamente crente na religião, ao ponto de chegar a extremos. Cada vez são mais relevantes e exteriorizadas as diferenças que separam estas sociedades, demonstrando que as relações internacionais atravessam uma fase sensível, recentemente incendiada pela questão nuclear iraniana, não duvido que estes fervorosos protestos se relacionam com a pressão europeia sobre o Irão. É da minha opinião, que o Alcorão, representa na actualidade, sem querer de forma alguma criticar a religião muçulmana, a maior arma de mobilização de massas, o seu uso, actualmente representa inquestionável, um instrumento político-religioso.

sábado, janeiro 28, 2006

"Caso Encerrado"

A comissão de inquérito no caso Eurominas parece estar condenada a ineficiência, pelas mãos do PS, realmente é de estranhar tamanha vontade em encerrar o inquérito e chegar a uma decisão, sem se ter ouvido alguns interveniente, de importância bastante relevante para o apuramento da verdade.
Creio ser de tamanha importância o esclarecimento em relação a este processo, pois não está nada mais em causa, do que o possível favorecimento por parte de um governo, a uma entidade privada, com avultados prejuízos para os interesses públicos.
Mas tudo indica que graças a uma maioria parlamentar, a transparência no exercício da actividade pública vai continuar envolvido no espectro da corrupção, do favorecimento, da cumplicidade, independentemente da sua veracidade. Não estando eu a tomar qualquer juízo de opinião, nem a emitir nenhum veredicto em relação ao processo. Estou sim a condenar a vontade que existe em não esclarecer a opinião pública numa matéria de interesse nacional. O "modos operandis" dos deputados do PS, neste processo, dá certos ares de arrogância e prepotência, transmitem-nos a imagem, de que bem lá no alto do seu castelo, bem guardado pela sua maioria absoluta, são donos de toda a verdade e razão, independentemente, do exemplo e imagem, de falta de sensibilidade e de compromisso para com os portugueses e para com a verdade. Novamente é mostrados a todos nós como princípios como a responsabilidade e dever são encarados, como se um jogo de “portugalopólio” se trata-se. É de lamentar, novamente, a capacidade que existe no seio político português de irresponsabilização nas decisões, isto é, na minha opinião, um dos factores de maior descrédito da classe politica e da sua actividade, a inexistência de responsabilização civil dos intervenientes por decisões tomadas. Só após se banir este comportamento na actividade politica, é possível, devolver a confiança na classe politica por parte dos cidadãos em geral. E nesta matéria é absolutamente vergonhoso para as instituições politicas o que actualmente se esta a passar com a actividade da comissão de inquérito parlamentar, um verdadeiro atropelo nos valores que a democracia representa para todos nós.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Portugalopolio

Já se deu o lançamento do jogo de estratégia em tabuleiro, que promete ser um verdadeiro sucesso para todos os socialistas. “Portugalopolio”, trata-se de um jogo no qual os jogadores encarnam o papel de ministros e distribuem entre sim casas que representam sectores da sociedade portuguesa, desde do sector energético, do sector das obras públicas ao Tribunal de Contas. Um novo jogo que irá possibilitar a qualquer amante do mediatismo a oportunidade de gerir Portugal com os seus amigos e a sua rede de influências. Espera-se num futuro próximo o lançamento de um novo tabuleiro, onde já seja possível apostar nas casas: inovação tecnológica, aposta nas energias renováveis, combate ao desemprego e investimento na investigação, entres outras.

O ResCALDO do PM

Dois pontos no rescaldo em noite de eleições presidenciais:

1- Parabéns ao Eng.º Sócrates, conseguiu uma derrota assinalável ao PS, vergonhosa em comparação com a candidatura do renegado Dr. Manuel Alegre, mas premeditadamente ou não, lá conseguiu eliminar e envergonhar o apelido Soares nos corredores do Rato, com esta derrota pode ser que seja menos um obestáculo, na sua incansável ansia de deixar o seu nome ligado á historia do PS.

2- Inaceitável, desonroso mesmo, sem o mínimo sentido de ética politica, a atitude de Sócrates a interromper a intervenção do “segundo” votado nas eleições presidenciais, o independente Manuel Alegre, de forma a retirar-lhe tempo de antena, simplesmente baixo e deplorável, mas nada a que o Eng.º Sócrates não nos tenha habituado já.

Senhor Presidente...

O regresso do Professor Cavaco Silva à cena politica portuguesa, acontece pela porta de Belém, felizmente para Portugal o vencedor das eleições presidenciais foi a credibilidade, a integridade, a competência, a vontade e a capacidade de tornar Portugal Maior… mas não vamos acreditar em sebastianismos, a eleição de Cavaco Silva deverá ser interpretada como uma injecção de confiança na capacidade dos portugueses. A verdadeira solução para criar um caminho possível de percorrer em nome da estabilidade social, em nome do crescimento económico, em nome de um futuro prospero e sustentável, irá partir de todos nós, de todos os portugueses. É necessário aproveitar e canalizar esta onda de esperança e optimismo em prol das necessidades estruturais que Portugal possui, tentar encontrar e aplicar soluções responsáveis, coerentes com a realidade portuguesa para os nossos problemas. Antes de mais nada, a vontade de mudar, de construir um portugal maior, tem que partir de todos nós, tem que partir do nosso amor por Portugal. Portanto quero dar as boas vindas ao professor Cavaco Silva, uma pessoa que sempre deu o seu melhor pelo seu amor a Portugal.